terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A carta que nunca escreverei

Sem remetente ou alguém a quem chegar, esta carta se fez escrever.
Cheia, (serão apenas palavras ou algo mais?) com sorrisos, e uma pequena lágrima de alegria profunda por de trás.
Saudável seria deixar de pensar "e se acontecesse isto, ou aquilo" e fazer com que esse "isto ou aquilo" acontecesse. Deixaria de imaginar, poderia sentir, e não precisava de estar aqui a escrever sobre o que poderia fazer e não no que não fiz.

Dou por mim cabisbaixa, a pensar em tudo isto, que hoje (finalmente) aqui escrevo.
E naquele rosto "triste" que mostro, se revela um sorriso, misterioso, cuidadoso para que não seja descoberto e se possa manter em segredo. Apenas para mim, apenas para me aquecer a alma.
Mais tarde, e só mais tarde me apercebo de que se tratava apenas de um pequeno momento de alegria, alegria esta que eu queria para mim, não apenas por momentos mas sim a longo prazo.

Será que a posso obter?

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