Quantas vezes todos nós já dissemos que queríamos esquecer tudo, começar tudo do zero?!
Enumeras certamente, mas esquece-mo-nos de quem de facto esquece tudo (...) chega ao ponto de não reconhecer a própria família ; quem vive na prisão daquela doença que tudo lhe tira.
Todas as alegrias ; todas as tristezas ; todos os amores ; todos os "desamores" ; todos os familiares ; todos os amigos...
Todos nós reconhecemos o sofrimento de quem "perde" um familiar seu para "a prisão do esquecimento" ; mas convém também lembrar que quem está de facto "preso" sofre tanto ou mais do que quem assiste.
Quem assiste vive na sombra de ter sido esquecido, deixa o doente com um peso na alma, triste por mais uma vez se sentir esquecido (...) mas quem a vive, bem esses devem de viver numa angústia constante, permanente.
Vêem chegar e partir pessoas que os enchem de mimo e de coisas boas, mas que no fundo não passam de completos estranhos (...) pessoas que supostamente nunca viram na sua vida inteira!
Por isso, eu não vou querer esquecer alguma coisa, prefiro guardar as boas e as más memorias, não passando disso mesmo, de memórias!
Concordo plenamente querida, e adoro o blog, sigo *
ResponderEliminar